Bovespa vira e opera em queda no pregão desta quarta
A bolsa brasileira conseguiu acompanhar os mercados internacionais e abriu os negócios em alta nesta quarta-feira (5), pela primeira vez em quatro pregões. Porém, perto das 11h, o Ibovespa mudou rumo.
Às 11h23, o Ibovespa caía 0,20%, para 50.583 pontos. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o índice futuro avançava 0,04%, aos 50.920 pontos.
Embora os detalhes dos planos ainda estejam em discussão, fontes disseram que os ministros reunidos em Luxemburgo concluíram que não tinham feito o suficiente para convencer os mercados financeiros de que os bancos europeus podem resistir à atual crise da dívida.Reportagem do "Financial Times" voltou a estimular o bom humor dos agentes. Segundo o veículo, os ministros das Finanças da União Europeia estariam examinando formas de coordenar a recapitalização das instituições financeiras, depois de o grupo ter alcançado um consenso sobre a urgência de tomar medidas adicionais para reforçar os bancos europeus.
Em Wall Street, os futuros do Dow Jones e do S&P 500 subiam 0,19% e 0,31%, respectivamente.
Na véspera, o rali de alta visto em Wall Street ao fim dos negócios levou o Ibovespa a fechar com queda de apenas 0,21%, aos 50.686 pontos. O giro financeiro atingiu expressivos R$ 7,75 bilhões.
Mais influências
Ainda entre as notícias favoráveis do dia, o Fundo Monetário Internacional (FMI) poderá ajudar o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF, na sigla em inglês) a apoiar os mercados de bônus na Itália e Espanha, que se encontram pressionados. A hipótese foi levantada pelo chefe do Departamento Europeu do Fundo, Antonio Borges.
As declarações tentam acalmar os mercados, em meio a novo rebaixamento da nota dos títulos do governo da Itália, desta vez pela Moody's, de 'Aa2' para 'A2', com perspectiva negativa. Em meados do mês passado, a Standard and Poor's (S&P) já havia rebaixado o rating de crédito soberano da Itália para 'A', também com perspectiva negativa.
Nos EUA, o primeiro indicador do dia contribui para o clima de recuperação das bolsas. O setor privado criou, em termos líquidos, 91 mil empregos em setembro, um aumento em relação às 89 mil vagas geradas em agosto. A pesquisa mensal da ADP, vista como uma prévia dos dados oficiais do governo que saem na sexta-feira, trouxe um resultado melhor que o esperado.
O dia ainda reserva outro indicador importante, do Conference Board, referente ao setor de serviços.